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ELABORAÇÃO DE PORTFÓLIO
O PORTFÓLIO E SEU CONTEÚDO
(O que são portfólios?)
Todos querem saber “O que deve fazer parte de um Portfólio”
.
Na verdade, dois
portfólios nunca são iguais, porque as crianças são todas diferentes e, assim, suas
atividades pedag
ógicas também devem ser diferentes. Da mesma forma, dois
professores não deveriam criar portfólios que sejam exatamente iguais, embora possam
utilizar os mesmos princípios e as mesmas estratégias de montagem desse material.
O portfólio é definido como uma
coleção de itens que revelam, conforme o tempo
passa
,
os diferentes aspectos do crescimento e do desenvolvimento de cada criança:
essa é a melhor resposta que podemos dar aos professores.
Essas coleções podem ser iniciadas com um único tipo de item, com
o amostras
de trabalhos, e gradualmente ser amplificadas, de modo que incluam mais tipos de
itens.
Isso garante a você mais tempo para testar, adaptar e dominar cada nova
estratégia de avaliação, antes de avançar para a próxima etapa.
TIPOS DE PORTFÓLIO
Os três tipos de portfólio são:
-
O Portfólio Particular
-
O Potfólio de Aprendizagem
-
O Portfólio Demonstrativo
O primeiro tipo de portfólio, o particular, é um dos que você provavelmente já
compila. O que compreende o segundo tipo
o de aprend
izagem
motivará a reflexão
sobre o seu programa e oportunizará uma comunicação mais rica com os pais; além
disso, sua implantação será a mais divertida e a mais gratificante. O portfólio
demonstrativo é uma versão condensada dos outros dois, o qual ajuda
rá os futuros

professores
e demais integrantes da equipe escolar a aprender mais sobre as
particularidades de cada criança.
Esses três modelos de portfó
lio possuem funções justapostas, mas diferentes.
Dividindo suas informações sobre cada criança nos três
portfólios, mantém
-
se a
confidencialidade de informações privadas, proporciona
-
se às crianças um constante
acesso aos projetos em andamento e garante
-
se que amostras de trabalho críticas não
sejam perdidas acidentalmente.
O PORTFÓLIO PARTICULAR
Como pr
ofessor você deve ter mantido registros escritos a respeito de seus
alunos. Alguns desses, como históricos médicos e o número de telefone dos pais, são
confidenciais. A confidencialidade também é importante, tendo em vista que você coleta
tipos adicionais
de registros escritos. Você, com certeza, deseja guardar registros
sistemáticos, registros de casos e anotações de entrevistas com pais separadamente
dos portfólios de aprendizagem das crianças. Embora esses registros não sejam
arquivados nos portfólios de
aprendizagem das crianças, eles são uma parte importante
da avaliação por potfólio
,
pois fornece
m
evidências do progresso de cada criança à
medida que o tempo passa.
Cada tipo de registro escrito aprofunda e amplia o conhecimento do professor em
relação
a cada criança. Entretanto, é importante ser salientado que decisões sobre a
aprovação, o nível de desenvolvimento ou outras questões relativas à criança não
devem ser tomadas com base em nenhum tipo de registro escrito.
Os portfólios particulares das cr
ianças devem ser mantidos em um armário ou
em uma gaveta segura para proteger a privacidade delas e a de suas famílias.
O PORTFÓLIO DE APRENDIZAGEM
Este, além de ser o maior portfólio, é aquele que você e as crianças usam com
maior freqüência. Ele contém
anotações, rascunhos, esboços preliminares de projetos
em andamento, amostras de trabalhos recentes e o diário de aprendizagem da criança.
Quando você começar a conduzir as consultas formais de portfólio com as
crianças, esse será o arquivo que você e a
criança irão consultar. Arquivos de gaita, ou

com repartições são uma boa escolha para portfólios de aprendizagem, porque são
fortes. As crianças podem guardá
-
los em
escani
nhos individuais ou em ordem
al
fabética em uma prateleira.
Lembre
-
se o portfólio de
aprendizagem é a coleção da criança.
O PORTFÓLIO DEMONSTRATIVO
As amostras representativas de trabalho, as quais demonstram avanços
importantes ou problemas persistentes devem fazer parte do portfólio demonstrativo. A
princípio, você provavelmente irá s
elecionar as amostras, mas as crianças e os pais
também podem escolher itens para o portfólio demonstrativo. As fotografias, as
gravações e as cópias selecionadas de relatos narrativos dos alunos também
pertencem a essa coleção. Você, a criança, ou os pais
podem apresentar o portfólio
demonstrativo para a professora da série seguinte.
Um dos benefícios de portfólios demonstrativos é que as crianças e os seus
futuros professores podem rever seus trabalhos anteriores e encontrar pistas para
novos projetos.
ITENS DO PORTFÓLIO
A criatividade é a única limitação imposta aos conteúdos de portfólios de
crianças
.
A variedade de itens que você pode colecionar e preservar para documentar o
desenvolvimento de uma criança é maravilhosamente rica.
Todos os
itens irão
proporcionar informações a respeito do crescimento e do desenvolvimento de cada
criança.
Os itens mais freqüentes são amostras de trabalhos.
Entre eles,
desenhos e
registros escritos são os mais comuns.
Contudo,
o portfólio se torna
mais rico e mais
útil ,
à medida que outros tipos de itens são coletados como por exemplo fotografias,
gravações de áudio e vídeo
e diários de aprendizagem.

OS PORTFÓLIOS ENCORAJAM O APRENDIZADO CENTRADO NA CRIANÇA
A avaliação baseada em portfólios po
de e deve concentrar a atenção de todos
(das crianças
,
dos professores
e dos familiares) nas tarefas importantes do
aprendizado. O processo pode estimular o questionamento, a discussão, a suposição, a
proposição, a análise e a reflexão.
ENVOLVA AS FAMÍL
IAS
Enfatizamos o fato de que o portfólio pode abrir o processo de ensino para pais,
irmãos e outros membros da família, encorajando
-
os a fazer parte da vida da sala de
aula ou do centro educacional. Dessa forma, o portfólio se torna uma ferramenta para o
desenvolvimento
curricular centrado na família.
Educadores e pais que já estão
rotineiramente
se comunicando
com as famílias percebem essa troca como sendo uma
oportunidade para desenvolver um círculo de aprendizado que se estende da escola
até o lar e vi
ce
-
versa. Para aqueles professores que não estão se comunicando de
modo sistemático com as famílias, a coleta e reunião de tópicos, materiais e projetos
que sejam baseados no lar ou na família podem iniciar uma comunicação significativa
entre a escola e o
lar
.
INSTRUÇÕES PARA A CONSTRUÇÃO DO PORTFÓLIO DO ALUNO
Envolver a família no processo de construção do portfólio do aluno;
Comunicar a família sobre a importância deste material, esclarecendo seu
objetivo, demonstrando assim, que os educadores desta un
idade escolar estão
interessados na maneira como o aluno, em particular, cresce e aprende;
Utilizar métodos variados para observar e documentar o progresso do aluno.
Organizar o portfólio
significa guardar, colecionar os trabalhos que o aluno
desenvolva em
sala de aula ou em outro ambiente;
Registrar através de fotos, registro de observação do professor e atividade do
aluno;

Levar em conta que o portfólio tem caráter avaliativo, e deve registrar o
desenvolvimento do aluno
;
As atividades selecionadas
(textos
escritos, fotos, atividades do aluno, etc)
deverão ser significativas, apontando gradativamente o desenvolvimento do
aluno
.
Enfim, d
esenvolver bons portfólios ajuda a todos. A avaliação com portfólio
aumenta a cooperação e o entendimento entre profess
ores e pais, individualiza as
experiências de aprendizagem para ajudar cada criança a crescer no seu próprio
potencial máximo
e
encoraja
o
desenvolvimento profissional do professor
.
SHORES
, Elizabeth e
GRACE
, Cathy.
Manual de Portfólio; um guia passo
a passo para o professor.
Porto Alegre:
ARTMED Editora, 2001
. 160p
http://www.sme.pmmc.com.br/arquivos/matrizes/matrizes_portugues/anexos/texto-06.pdf

Como desenvolver um Portifólio


Montando portfólios reflexivos


* Por que eu quero montar um portfólio?

1. Uso pessoal;
2. Uso profissional;
3. Para pesquisar minha prática.



Dicas para montar um bom PORTFÓLIO:


* Seja organizado;
* Crie sua marca = identidade artística (autonomia);
* Seja criativo;
* Registre e reflita sobre suas ações(olhando no seu portfólio pergunte-se sobre sua prática e métodos)



Montagem


1ª página: identidade artística;
2ª página: trajetória pessoal;
3ª página; dados da escola;
4ª página em diante: identifique as classes, séries nas quais você leciona, especifique se o portfólio será de uma ou mais turmas.



Incluindo itens no Portifólio


* Registros escritos do professor e alunos;
* Fotografias das atividades e projetos (momentos mais significativos);
* Desenhos;
* Depoimentos dos colegas;
* Depoimentos dos gestores.



Registro


" O registro da reflexão sobre a prática constitui-se como instrumento indispensável à construção desse sujeito criador, desejante e autor do seu próprio sonho”. (MADALENA FREIRE)

"... registro é história, memória individual e coletiva eternizadas na palavra grafada." (ibidem)
http://alfabetizacaoecia.blogspot.com.br/search/label/PORTIF%C3%93LIO


Formação Social e Pessoal: Conflitos



Em nosso dia a dia, lidamos com várias situações
que envolvem a formação social e pessoal de nossas crianças,
como as de conflito.
É importante que a turma tenha uma lista de combinados,
registrados sob a forma de cartaz (por exemplo),
para que as regras de convivência da turma fiquem claras
para todos e que possam ser consultadas
sempre que necessário.
As pesquisas de mais de 20 anos de DeVries e Zan trazem valiosas sugestões
para que possam refletir sobre nosso papel
enquanto mediadores das relações que acontecem
na sala de aula.
O texto abaixo é uma adaptação que fiz do capítulo 5.


O CONFLITO E SUA RESOLUÇÃO
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

Os conflitos são inevitáveis em uma sala de aula ativa, onde ocorre a interação social. O conflito e sua resolução são essenciais na busca de uma convivência cidadã.
Se todos os adultos tivessem a capacidade para resolver conflitos interpessoais, teríamos a paz mundial.
Na teoria construtivista, o conflito é classificado por Piaget em duas formas: intra-individual (dentro do indivíduo) e interindividual (entre indivíduos).
O conflito intra-individual é uma fonte particular de progresso no desenvolvimento cognitivo.
Ele afirmava que o conflito interindividual pode promover o desenvolvimento tanto moral quanto intelectual. Ele oferece um contexto no qual as crianças tornam-se conscientes de que os outros têm sentimentos, ideias e desejos.
Os estudos de Rheta DeVries e Betty Zan nos sugere atitudes gerais para lidar com os conflitos das crianças:

1. Seja calmo e controle suas reações: com a prática é possível que o professor parece calmo em estados de perturbação que as crianças atingem, algumas vezes. É importante transmitir tranquilidade às crianças. Dica: controle sua linguagem corporal, expressões faciais e o tom da voz. As crianças aprenderão a receber essa força tranquila como um apoio na condução das dificuldades.

2. Reconheça que o conflito pertence às crianças: o professor não deve assumir o problema das crianças. Devemos apoiar e facilitar a resolução dos conflitos pelas próprias crianças.

3. Acredite na capacidade das crianças para a solução de seus conflitos: o sucesso depende de acreditar que elas podem solucionar seus conflitos.

Princípios do ensino em situações de conflito:

1. Assuma a responsabilidade pela segurança física das crianças: devemos sempre evitar danos físicos, se possível. Se uma criança está machucando a outra, o professor deve intervir em torno do agressor evitando ferimentos. O professor deve expressar seus sentimentos em relação à situação.

2. Use métodos não-verbais para acalmar as crianças: além de dar uma resposta calma ao conflito das crianças, é bom sentar-se com as crianças, dando-lhes tempo para se recomporem antes de insistir numa conversa.

3. Reconheça / aceite / valide os sentimentos de todas as crianças e suas percepções dos conflitos: as crianças têm o direito de sentir o que sentem. É bom ouvir ambos os lados da história. Após ouvir o que eles têm a dizer, o adulto pode reconhecer os sentimentos específicos.

4. Ajude as crianças a verbalizarem sentimentos e desejos umas às outras e a escutarem o que outras têm a dizer: é importante não tomar partido, mas ajudar cada criança a compreender o ponto de vista de outra, reconhecer os sentimentos de outra criança e sentir empatia. O professor tem um papel importante como mediador, ajudando as crianças a tornarem suas ideias mais claras umas para as outras.

5. Esclareça e declare o problema: após se certificar do problema, o professor deve verbalizá-lo, para que a criança compreenda como a outra vê o que é o problema.

6. Dê uma oportunidade para que as crianças sugiram soluções.

7. Proponha soluções quando as crianças não têm ideias: quando as crianças não conseguem sugerir soluções, o professor deve propor ideias para consideração das crianças.

8. Enalteça o valor do acordo mútuo: o professor deve insistir aobre a importância de empenhar-se em fazer acordos.

9. Ensine procedimentos imparciais para resolver disputas em que a decisão é arbitrária.

10. Quando ambas as crianças perdem o interesse em um conflito, abandone-o.

11. Ajude as crianças a reconhecerem sua responsabilidade em uma situação de conflito: frequentemente, uma criança ofendida contribuiu, de alguma forma, para o conflito. É importante as crianças perceberem seu papel em um mal-entendido.

12. Dê oportunidades para a compensação, se for apropriado: as compensações preparam o terreno para o restabelecimento de uma relação amigável depois que o conflito termina. Se a criança agressora pode fazer algo para que o outro se sinta melhor, então estará menos propensa a levar consigo sentimentos de culpa ou ressentimento.

13. Ajude as crianças a restaurarem o relacionamento, mas não as force a serem insinceras.

14. Encoraje as crianças a resolverem seus conflitos por si mesmas: o objetivo a longo prazo é que as crianças sejam capazes de resolver seus conflitos sem a intervenção do professor.
fonte:http://baudeideiasdaivanise.blogspot.com.br/








Na ZASTRAS você encontra a maior variedade de atividades, jogos, brinquedos e produtos infantis do mercado. Nossos produtos vão desde os mais modernos e tecnológicos até os mais tradicionais e artesanais.Aqui você encontra produtos que não encontraria numa loja de brinquedos convencional, tais como uma grande variedade de livros infantis e adultos voltados á educação, CD's, DVD's, acessórios e produtos de decoração voltados ao público infantil.

LOCALIZAÇÃO

Av. Lins de Vasconcelos, 857
Aclimação - São Paulo
Fone: (11) 3207-6014


MÚSICA PARA OS DIAS DA SEMANA,

SETE DIAS a semana tem quando um acaba outro logo vem...
DOMINGO, SEGUNDA-FEIRA, TERÇA-FEIRA
QUARTA-FEIRA, QUINTA-FEIRA...SEXTA-FEIRA
E O SÁBADO, cantemos felizes a canção do dia,
hoje é...................,dia de alegria a todos
bom dia/boa tarde que esse canto diz:
Que o dia de hoje seja bem feliz.
BOM DIA/BOA TARDE!


O TEMPO  VOA...

Faixa etária
4 e 5 anos

Conteúdo
Matemática

Objetivos 
- Aprender sobre o funcionamento dos números num contexto específico: o calendário; 
- Familiarizar-se com uma forma particular de organizar a informação, identificando a passagem do tempo apoiado no calendário; 
- Utilizar o calendário como forma de organizar acontecimentos e compromissos comuns a TURMA, interpretando a série numérica, compreendendo certas regularidades das medidas de tempo, como dia, mês e ano. 

Conteúdos 
- Utilização dos números em diferentes contextos; 
- Início da medição social do tempo; 
- Localização, leitura, interpretação de informação matemática em calendários. 

Tempo estimado 
As atividades propostas aqui podem se desenvolvidas ao longo do ano, de forma sistemática: diariamente, uma vez por semana, etc. 

Material necessário 
calendário tipo folhinha com uma página para cada mês 

Desenvolvimento das atividades 
As crianças vêem todos os dias calendários que contem informações de uso habitual, cabe à escola ampliar e sistematizar essas experiências para que todas as crianças possam dar sentido a uma prática. 

O calendário pode ser utilizado para aprender sobre o tempo, mas também como fonte de informação e pesquisa para a leitura e registro de números. 

Há diferentes tipos de calendários utilizados socialmente (folhinhas anuais, mensais, semanais) que podem ser utilizados com diferentes funções na escola. As atividades a seguir estão centradas na análise do modelo mais clássico e conhecido. 

Atividade 1 – apresentação do calendário: localização da data 
Leve um calendário tipo folhinha para a roda do grupo. Pergunte quem tem um calendário parecido com esse em casa e como é utilizado. Explique que poderão consultá-lo em diferentes momentos: para colocar a data em alguma tarefa, para saber a dia do aniversário dos colegas, do passeio que a turma realizará ou ainda quando precisarem escrever algum número que não conheça. 

Diariamente, uma das crianças (o ajudante do dia) será a responsável em localizar a data no calendário e escrevê-la na lousa para que seus colegas possam anotá-la em seus trabalhos. Inicialmente, é provável que você precise ajudar as crianças nessa tarefa, porém, é importante que progressivamente passem a realizar essa tarefa sozinhas, ganhando autonomia. 

Encontrar e copiar a data, saber o dia, são atividades interessantes que acontecem ao longo do ano, no entanto, sabemos que aquilo que se faz rotineiramente perde o sentido e deixa de ser um problema para as crianças resolverem. Se você propõe, por exemplo, que a criança “marque no calendário o dia de hoje com um X”, no dia seguinte, para encontrar o número desejado, bastará olhar para o número que está logo depois do X. Desta forma, uma atividade que poderia ser rica e desafiadora transforma-se numa atividade mecânica que não beneficia a aprendizagem. Quando as crianças necessitam encontrar um número no calendário que não tem essas marca precisam colocar em ação diferentes procedimentos . 

Atividade 2 – marcar a data de aniversário das crianças do grupo 
Leve o calendário para o centro da roda e ajude as crianças a marcarem a data de aniversário de cada uma. É possível que as crianças ainda não saibam as datas de seus aniversários, portanto, é importante que você consulte previamente as ficha de matricula de cada criança ou pergunte aos os pais ou responsáveis o dia do aniversário de seu filho. 

Posteriormente, monte um quadro de aniversariantes da sua classe: coloque o nome, a data do aniversário e a idade de cada um.

Com o quadro pronto você pode propor questões como: “quantas crianças fazem aniversário no mês de março?” “qual o mês que tem a maior quantidade de crianças fazendo aniversário?” 

Atividade 3 – marcar e organizar as atividades e acontecimentos da rotina escolar 
O calendário é um instrumento importante também para organizar a rotina escolar. Novamente leve o calendário para a roda (você pode fazer essa proposta todo início de mês) e ajude as crianças a marcarem os acontecimentos e compromissos importantes do grupo para o ano – feriados, eventos organizados na escola, passeios, etc. 

Atividade 4 – situações problema envolvendo a observação de características e regularidades das informações presentes no calendário 
Além da utilização do calendário como instrumento organizador dos acontecimentos e atividades do grupo como, marcar compromissos importantes do grupo, averiguar que dia será o seguinte, localizar as datas de aniversários das crianças, é possível, vez por outra, utilizá-lo para para calcular durações. Por exemplo: quando se deseja saber quantos dias faltam para um passeio, para um aniversário, quantos dias terão para ensaiar uma apresentação que estão preparando ou quantos dias se passaram desde que começou o mês. Você precisará contar junto com as crianças ou colocar uma situação problema para que resolvam. 

Para escolher o tema para a ilustração peça que as crianças tragam para escola diferentes calendários e analisem conjuntamente quais são as temáticas de cada um deles. A partir daí cada grupo decide qual será o tema do seu calendário. 

Fonte: retirado do blog:http://edupaixao.blogspot.com.br/search/label/Calend%C3%A1rio%20na%20educa%C3%A7%C3%A3oinfantil#


Objetivos 
- Aproximar os familiares das atividades das crianças na escola.
- Favorecer o intercâmbio de informações sobre as crianças.

Faixa etária
Até 3 anos.

Tempo estimado
Duas horas, no máximo bimestralmente.

Material necessário
Máquina fotográfica, filmadora, TV e DVD, cartolinas, lista de presença, papel e caneta.

Desenvolvimento
1ª etapa
Defina o tema da reunião com a coordenação. Divulgue com antecedência e prepare a pauta. Perto da data, aproveite a entrada e a saída para relembrar os familiares sobre o evento. Se não conseguir encontrá-los, envie bilhetes. Faça um cartaz com o dia, a hora e a pauta da reunião e afixe-o na porta da sala ou da escola. Escolha uma música de um CD que é ouvido pelas crianças na creche para tocar na recepção aos pais ou um dos livros preferidos do grupo para ler para todos. Deixe a lista de presença à vista. Selecione as fotos que vai mostrar e as coloque num cartaz ou mural. Legende-as, descrevendo as atividades e o que foi desenvolvido por meio delas. Se optar, por exemplo, por uma foto das crianças brincando com água, pode escrever "brincar com água possibilita construir conhecimentos sobre um elemento que adquire a forma do recipiente que o contém". Cuide para que todas as crianças apareçam nas imagens. Assim, ninguém se sentirá desvalorizado. Outra possibilidade é fazer um vídeo da rotina na creche. Comunique o calendário de eventos de forma breve. Questões administrativas não devem tomar muito tempo.

2ª etapa
Durante a reunião, seja claro e evite chavões. Uma postura acolhedora e de escuta aos pais favorece a aproximação. Siga a pauta planejada e não deixe que eles se estendam nos comentários sobre os filhos. Peça que o coordenador tire fotografias do encontro para mostrar às crianças. Ao fim, coloque-se à disposição para conversas individuais. É possível propor uma avaliação oral ou escrita do encontro.

3ª etapa
Faça um resumo da reunião com base em suas observações e nos depoimentos dos pais presentes. Coloque alguns desses comentários num mural na escola e envie um resumo do que foi discutido para os ausentes. Compartilhe com a equipe os resultados da reunião.

Avaliação
Com base no material coletado na reunião, analise desdobramentos dela e levante temas que notou ser significativos para os familiares. Eles podem render outras atividades, por exemplo, uma palestra com especialista. Observe se as dificuldades específicas dos responsáveis identificadas na reunião podem ser atendidas em encontros temáticos - por exemplo: mães de crianças de 3 anos ou mais que não conseguem desmamar os filhos ou tirar a chupeta. A participação dos pais pode ser avaliada pelas questões e pelos comentários que fizeram na reunião.


2 Por que trabalhar identidade e autonomia?

Desenvolvimento pleno exige estímulos afetivos, cognitivos e motores
Bebê se alimentando sozinho. Foto: Marcos Rosa
Na rotina da creche, os bebês precisam de oportunidades para realizar ações por conta própria
O desenvolvimento da identidade e da autonomia dos pequenos não ocorre de maneira adequada se não for estimulado. Por isso, todo educador que trabalha na creche desempenha um papel essencial, pois ele ajuda a criança a desenvolver-se, desde que consiga estabelecer vínculos com ela.
Um pouco de teoria
Segundo o médico, psicólogo e filósofo francês Henri Wallon (1879-1962), um dos principais estudiosos do desenvolvimento infantil, antes mesmo da aquisição da linguagem, a emoção se configura como o meio utilizado pelos bebês para estabelecer uma relação com o mundo. Ele foi o primeiro pesquisador a incluir a afetividade como componente para a formação integral da criança, junto do movimento, da inteligência e da formação do eu como pessoa. Aspectos motores, afetivos e cognitivos, portanto, integram-se o tempo todo ao longo do desenvolvimento. E a manutenção de vínculos com os adultos é essencial.
Esse aspecto é explorado com profundidade na obra do psicólogo bielo-russo Lev Vygotsky (1896-1934), para quem o homem é dialógico por natureza. Isso significa que ele precisa dos semelhantes para existir, ser e viver. O psicanalista francês Jacques Lacan (1901-1981), vai ainda mais fundo. Para ele, a ideia que temos do "eu" só é possível graças ao outro. Ou seja, o "eu" é construído pela imagem do outro. A identidade e a autonomia, portanto, estão intimamente ligadas às relações com o grupo.
À medida que os pequenos vão sendo atendidos em suas necessidades básicas, eles passam a identificar as pessoas que cuidam deles e aprendem a se localizar no ambiente. Aos poucos, também percebem que são distintos das outras pessoas e passam por um estágio de reconhecimento da própria imagem diante do espelho, marca da passagem que diferencia o "eu" do outro.
A especificidade do trabalho na creche
Até os três anos, praticamente todas as descobertas e brincadeiras estão relacionadas à construção da identidade e da autonomia. Por isso, o educador deve estar sempre atento a qualquer manifestação das crianças (choros, caretas, movimentos). Também é importante sempre chamá-las pelo nome; além de observar e de registrar, com cuidado, as preferências e gostos de cada um.
Para Beatriz Ferraz, coordenadora da Escola de Educadores, em São Paulo, "unir cuidados e conteúdos é oferecer, ao mesmo tempo, afeto e Educação desde os primeiros anos de vida". O eixo de identidade e autonomia trata, justamente, da capacidade de o bebê se perceber como pessoa e tornar-se independente, desde que receba os estímulos adequados. Vale lembrar que os bebês aprendem de forma ativa e, por isso, valorizar a exploração e a manipulação de espaços e de objetos é imprescindível nesse período.
Uma boa evolução psicomotora, cognitiva e linguística está vinculada ao processo de construção da personalidade e à capacidade de se relacionar e de se comunicar com as outras pessoas. E é somente ao ter a oportunidade de interagir que o bebê aprende a se relacionar com o outro. O mundo e ele deixam de ser uma coisa só (a criança não distingue totalmente os limites entre ela e o outro até o primeiro ano de vida) e os conflitos gerados nessas situações de interação são um ótimo meio de aquisição da linguagem verbal, desde que bem mediados por você. Já as atividades que a criança começa a realizar sozinha, como alimentar-se ou observar as ações dos colegas, ajudam-na a incorporar hábitos e valores do lugar onde vive.
Confira a reportagens e vídeos da série especial sobre desenvolvimento infantil e entenda como se forma o pensamento das crianças.


1 O que é identidade e autonomia?

O bebê se percebe como ser único quando reconhece os próprios limites (e os dos outros)
Criança reconhece a própria imagem em um mural de fotos. Foto: Marcos Rosa
Reconhecer a própria imagem é um dos passos para a construção da identidade
Identidade
De acordo com o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil, identidade remete à ideia de distinção. Diz o documento: "é uma marca de diferença entre as pessoas, a começar pelo nome, seguido de todas as características físicas, de modos de agir, de pensar e da história pessoal".
Construir a identidade implica conhecer os próprios gostos e preferências e dominar habilidades e limites, sempre levando em conta a cultura, a sociedade, o ambiente e as pessoas com quem se convive. Esse autoconhecimento começa no início da vida e segue até o seu fim, mas é fundamental que alguns conhecimentos sejam adquiridos ainda na creche.
Assim que nasce, o bebê permanece um bom tempo em fusão com a mãe. Isso significa que ele ainda não é capaz de reconhecer os próprios limites e os limites do outro. Por isso, o desenvolvimento da criança nos primeiros anos de vida está intimamente ligado a experiências de frustração - no jargão freudiano (leia mais sobre Sigmund Freud) - pelas quais terá de passar para compreender-se como um ser único em meio a outros seres igualmente singulares, ou seja, um ser com identidade própria.
O cerne da construção da identidade está nas pessoas com as quais a criança estabelece vínculos. A família é o primeiro canal de socialização. Em seguida, e tão importante quanto, está a escola.
Autonomia
A autonomia, segundo o mesmo referencial curricular é "a capacidade de se conduzir e de tomar decisões por si próprio, levando em conta regras, valores, a perspectiva pessoal, bem como a perspectiva do outro". Mais do que autocuidado - saber vestir-se, alimentar-se, escovar os dentes ou calçar os sapatos -, ter autonomia significa ter vontade própria e ser competente para atuar no mundo em que vive. É na creche que a criança conquista suas primeiras aprendizagens - adquire a linguagem, aprende a andar, forma o pensamento simbólico e se torna um ser sociável.
A especificidade do trabalho na creche
Na faixa de 0 a 3 anos, explorar o eixo identidade e autonomia envolve ajudar os pequenos a desenvolver o reconhecimento da própria imagem. O objetivo é que eles se identifiquem como seres únicos, com corpo, hábitos e preferências próprias. Ao mesmo tempo, é desejável que os bebês ganhem independência progressiva para tanto para realizar ações cotidianas, como brincar e se expressar por meio da linguagem, quanto para o cuidado com a higiene e a alimentação. O caminho privilegiado para conseguir esse desenvolvimento são as atividades de interação, que possibilitam a criação de vínculos afetivos e o aprendizado das regras para a vida em sociedade.
item 3 - O que trabalhar traz a descrição pormenorizada das ações mais indicadas para explorar identidade e autonomia com os bebês.

Fonte:http://revistaescola.abril.com.br/creche-pre-escola